Um até sempre Miguel Portas, e muito obrigado pelo contributo que deu à nossa democracia
Fiquei chocado com a morte tão prematura de Miguel Portas.
Não me identifico com uma grande parte da sua ideologia política. Mas reconheço que Miguel Portas prestou um enorme contributo para a nossa democracia. Foi um homem lutador, acreditava piamente em valores e em princípios, e tentava que esses pautassem a sua vida política. Infelizmente muitos políticos há que pura e simplesmente não têm valores, nem princípios, nem ideais. São aqueles que se filiam num determinado partido, que militam num determinado campo político, completamente por interesse. Não querem servir o povo, mas pelo contrário servirem-se dele.
Não estão na vida com espírito de missão, mas sim com um sentimento profissional, de quem deseja ganhar a vida à custa da política.
Admitindo desde já que não conheço em pormenor a actividade política de Miguel Portas, penso que ele tentou estar na vida política com um espírito de missão. Foi alguém que sempre procurou ser honesto, quer sob o ponto de vista intelectual, quer também nas outras questões que envolveram os cargos que o povo lhe confiou.
É importante dizer-mos isto, porque Miguel Portas tem de ser recordado pelos melhores motivos. Um homem bom, não se resignou, lutou arduamente pela quilo que acreditava, um político sério, e dizer-se isto desta forma tão aberta e franca não é seguramente para todos.
Manifesto a minha profunda tristeza pelo desaparecimento físico de Miguel Portas, que cuja sua doença já sabia à algum tempo, mas que sinceramente não contava de todo que a morte o apanhasse assim tão cedo, aos 53 anos.
Um até sempre Miguel Portas, e como cidadão agradeço sinceramente o contributo que ele deu à democracia e à vida política.
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